Santa Cruz de La Sierra, Bolívia

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No ônibus para Santa Cruz de La Sierra subiram umas velhinhas vestidas com chapel e chale colorido que mais tarde fomos descobrir que eram nativas Aimarás que se mudaram para a cidade grande para viver um estilo de vida urbano. As roupas e o chapel representam o orgulho de sua identidade indígena. Elas estavam vendendo uma espécie de carne seca muito salgada com ovos parecidos de codorna. Me aventurei a experimentar, e descobri que aquilo além de salgado de mais tinha uma consistência que eu poderia mastigar a viagem inteira que não iria conseguir engolir. Então guardei em um canto para celebrar uma boa viagem!
Dentro do ônibus conhecemos uma brasileira chamada Camila, que mora na cidade de St. Cruz e faz o curso de medicina na Universidad de Aquino. Ela contou que muitos brasileiros começam a estudar na bolívia devido ao baixo custo dos cursos oferecidos. Principalmente medicina.
Chegamos na cidade e descobrimos um clima bem quente pois ainda estávamos na base da cordilheira dos Andes. Camila foi nos guiando para reconhecermos os locais. Nunca tinha visto tantas lojinhas que vendiam Pollo Frito (Frango frito). Passamos pela plazza de armas e seguimos até o pensionato onde ela morava. Descobrimos um hostel bem perto da praça e muito barato. Tinha camas confortáveis y desayuno (café da manhã). Nos alojamos e fomos para o centro conhecer um pouco mais.
Descobrimos vários pubs que tocavam desde músicas com flautas até música brasileira e eletrônica. Estávmos praticamente em casa. A diferença é que as ruas fluiam entre frases em epanhol e português. A parte da comunicação foi bem tranquila a viagem inteira. Basta ter um “portunhol” satisfatório que já é possível se virar explorando. Entramos em uma dessas lojas que vendem Pollo, arrumamos um balde com vários temperos diferentes, fizemos nosso jantar e ficamos hospedados em um hostel para, no outro dia, encontrar ônibus que partiam para La Paz.
O legal de ir de ônibus é que vc tem uma vista incrível da Cordilheira e dá para viajar a hora que quiser.
Conseguimos passagens para as 16:00 da tarde. Saímos na manhã seguinte, logo depois do café da manhã e fomos para o mercado mais próximo, onde encontramos vários produtos artesanais. Foi onde encontrei minha primeira faca artesanal escupida com uma carranca. Apesar de ter um semblante de mau humor, eu apelidei ela de cariño e levava pra onde fosse. Passamos em um supermercado e encontramos o que iria fazer nosso dia esperando nosso próximo destino. Uma garrafa de tequila. Nós 4 (Eu, Otávio, Felipe e Raniere) sentamos em um banco da Plazza de armas depois do almoço e começamos os famosos jogos de bebidas até que fomos abordados por policiais que nos disseram que não era permitido beber na praça. Pegamos nossa garrafa e fomos para o outro lado da rua onde tinha um cara tocando saxofone. Ficamos conversando com ele, depois fomos pra um barzinho que tinha litrão de Paceña (cerveja típica boliviana) gelado.

Conversamos sobre músicas, filmes, a vida e passamos a conhecer mais o Raniere.

 

Confere aqui nossa chegada em La Paz, Bolívia e o Monte Chacaltaya

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